quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Desfile da Semana da Pátria

No dia 06 de setembro de 2012 foi realizado o desfile em comemoração a Semana da Pátria. Neste evento participaram escolas e instituições de educação infantil da região, além de outros grupos como corpo de bombeiros, clube de idosos, associação de moradores, clube de mães e outros.
O tema deste evento era Sustentabilidade, sendo que os projetos desenvolvidos com as crianças do CEI Castelo Branco apresentam uma temática de incentivo a uma vida saudável. Para tanto, buscamos desenvolver atividades em que as crianças exercitem uma consciência de cuidados tanto com a alimentação, como com o corpo e o meio ambiente.










Confecção de massa de modelar

A professora volante Adriani Aparecida Blasios Mattiola confeccionou com a turma do Maternal II, massa de modelar caseira. As crianças se divertiram muito neste processo e ainda aproveitaram a massinha para modelar diversas formas.

  

  

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Projeto: Pequeno Cientista - Parte 3

Conhecendo as características das aranhas



      Primeiramente, observamos em um livro as características dos aracnídeos, como quantas patas possuem, quais aranhas são venenosas ou não, seu habitat, sua alimentação, dentre outras curiosidades.
      Com o auxílio de uma lupa, observamos os detalhes de uma aranha capturada pela mãe do Willian. As crianças observavam atentas a cada detalhe, enquanto comparávamos com os insetos pesquisados. Sabendo que a aranha não é um inseto, o grupo expôs suas opiniões falando: Guilherme: "Ela tem oito patas", Gabriel: "eu vi uma aranha em minha casa e ela fez uma teia", Julia: "Pro, sabia que o pai da Érika deixa telha no quintal e veio uma aranha"? Gabriely: "Ela come insetos e tem oito patas e oito olhos", Luiz Gustavo: "Ela faz teia".
      Todos observaram com curiosidade os detalhes da aranha e logo falaram: “Com a lupa ela fica muito grande”. Após a realização das pesquisas, realizamos uma roda de conversa em que as crianças falavam o que tinham aprendido sobre a aranha, passando um rolo de barbante para um colega, até formarmos uma teia. Após sua formação, colocamos uma aranha de borracha para representar a aranha em seu habitat natural. Essa atividade possibilitou ao grupo conhecer as características das aranhas, bem como respeitar cada ser vivo, independente de ser nocivo ou não.


Conhecendo as características das formigas



      Assistimos a um documentário sobre o fascinante e desconhecido mundo das formigas. As crianças demonstraram bastante interesse no documentário, aprendendo coisas bem interessantes. As formigas vivem em uma sociedade altamente organizada, esses insetos trabalham muito, na divisão social existem as operárias, os machos e a rainha. Cada operária tem sua função: cortadeira, carregadeira, jardineira e soldado, assim que nascem já começam a executar suas tarefas, elas cortam, carregam folhas e transformam em alimentos. A rainha é a única que pode ter filhos e um formigueiro só acaba quando a rainha morre. As formigas nunca dormem, elas quase não enxergam, são completamente surdas e só se comunicam pelo cheiro.
      Após todas essas explicações, as crianças fizeram diversos comentários e questionamentos: Guilherme: "De onde vêm as formigas"? Explicamos que nascem de um ovo, se transformam em larvas e vão crescendo até virar formigas adultas. Gabriely comentou: "As formigas elas tiram um líquido das folhas e fazem um formigueiro e trabalham dia e noite", Bruna: "Elas tem uma rainha que briga e tem chifres, quer dizer, antenas", Guilherme novamente falou: "Elas comem insetos e o urso come elas", Eduardo: "Elas carregam folhas e os ovos".
      Após todas essas explicações saímos a campo para observarmos as formigas coletando seus alimentos com o uso de uma lupa, encontramos formigueiros e formigas cortadeiras em seu trabalho diário. Observamos que essa atividade despertou o interesse do grupo em conhecer mais sobre os insetos, em especial a formiga, toda vez que encontram uma formiga logo capturam para contar as perninhas e as antenas.




Desenhando uma formiga


     
      Para verificar o conhecimento das crianças a respeito do tema, lancei o desafio para o grupo de desenhar uma formiga, conforme tinham observado no documentário. Para isso, disponibilizei pincel e papel, propondo que desenhassem utilizando o dedo molhado na tinta ou usando os pincéis. Ficou bem legal a atividade e a turma toda gostou da experiência de sujar as mãos para fazer um desenho. Com essa atividade pude verificar o que as crianças tinham aprendido sobre as formigas, bem como exercitar a coordenação motora do grupo.

Projeto: Pequeno Cientista - Parte 2

Conhecendo as características das abelhas



      Para aguçar a curiosidade das crianças coloquei em um saco surpresa uma abelha de brinquedo, as crianças tocaram-na para sentirem o formato, tamanho, etc. Questionei sobre o tipo de inseto que estava dentro do saco surpresa, dando algumas dicas. Ao ouvirem as dicas o Guilherme falou: "Eu senti a pele de um bicho pequeno". Retirei a abelha de brinquedo do saco, a turma teve a oportunidade de observar e sentir a textura do objeto, explorando sua forma, cor e tamanho. Comparamos a abelha de brinquedo com a real, destacando as partes que estavam faltando do brinquedo, para ser parecido com um inseto real. Após as crianças comentaram: Guilherme: "Eu sei onde vive é na colméia", Henrique: "Ela faz mel", Julia disse: "Ela faz mel e é muito importante para a natureza".
      Nesse momento, apresentei fotos de abelhas na colméia e expliquei algumas características desse inseto, como por exemplo, que a abelha rainha é responsável por ficar na colméia cuidando dos ovos, enquanto as operárias coletam pólen, geralmente uma rainha é maior que as operárias e os machos não permanecem na colméia com as fêmeas. Possui um ferrão que é usado para injetar veneno nos predadores, suas antenas servem como escuta e conseguem se localizar através da vibração das mesmas, se alimenta de néctar. Novamente o grupo expôs suas ideias sobre esse fascinante inseto: Eduardo: "ela voa e pega pozinho na flor", Willian: "ela pica com o ferrão e fica inchado". Observei que essa atividade despertou no grupo o interesse em conhecer mais sobre a abelha, bem como sua importância na preservação do meio ambiente.


Provando o mel

      Trouxe para a sala favos de mel e cada criança pegou um pouco para sentir o sabor. Após provarem esse rico alimento, as crianças opinaram: Guilherme: "eu engoli um pouquinho e achei docinho", Luiz Gustavo: "tava bem bom o melzinho", Julia: "é gostoso e bem docinho e é bom para tomar chá", Elias: "tem o sabor de mel". Após provarem e descobrirem como as abelhas trabalham para fabricar o mel, as crianças se animaram para experimentar novos alimentos com este ingrediente. Com essa atividade o grupo se conscientizou da importância das abelhas na transformação da natureza.




Preparando uma receita com mel


      Como tínhamos conhecido as características das abelhas e experimentado o mel, aproveitamos para incluir esse rico alimento em nossa alimentação. Convidamos a Luciane, mãe do Gabriel para vir até o CEI preparar um bolo feito com mel. Observaram atentos ao preparo da receita, demonstrando curiosidade.  Após o preparo, saboreamos o bolo, surgindo vários comentários como: Gabriely: "que cheiro gostoso, eu vou pedir para minha avó fazer um para mim", Julia: "que gostoso, vou pedir para minha mãe fazer para mim", Gabriel era só alegria com a presença da sua mãe na sala, participando das atividades.
      As crianças agradeceram a Luciane pela colaboração na realização da receita, falaram que foi muito legal a sua participação e esperamos contar com a sua colaboração em outras atividades que forem realizadas no CEI. Então, a mãe do Gabriel parabenizou o grupo e falou que ficou muito contente com o convite. A receita fez o maior sucesso entre as crianças, todos queriam contar para os pais como era feito o tal bolo de mel, a professora escreveu a receita e enviou para todos os familiares, nomeando o bolo como "Bolo de mel do primeiro período". Com essa atividade o grupo pode conhecer as diferentes utilidades do mel, bem como sua importância no preparo da nossa alimentação.




Projeto: Pequeno Cientista - Parte 1

Projeto: Pequeno Cientista

 
 
      Durante este ano, a turma do I Período Vespertino da professora Giovana da Conceição Ramos Martins decidiu investigar em seu projeto o universo dos insetos e dos animais nocivos ao homem. Desta forma, segue abaixo maiores informações sobre esta viagem.

Justificativa:
 
      Através de uma brincadeira realizada em sala com a música “A dona aranha subiu pela parede”, observei o interesse das crianças pelos animais nocivos a nossa saúde e pelos insetos, questionando como eles se alimentavam, porque usavam seu veneno para se defender, onde moravam, entre outras dúvidas. Após esses questionamentos observei que o tema despertou interesse e curiosidade, por este motivo o grupo decidiu que o projeto da turma seria: “Pequenos Cientistas”.
      Quando iniciamos um projeto com perguntas instigantes, guiamos as crianças para o universo que se quer conhecer. Essas indagações fazem com que elas pensem e reflitam sobre os assuntos propostos, trazendo a pesquisa para o seu dia-a-dia, satisfazendo suas curiosidades e relacionando-as ao meio em que vivem.
      A partir do momento em que a criança entra em contato com outros meios de informação, perceberão que há uma infinidade de respostas para as perguntas do cotidiano.
      Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p.144): "O trabalho com os seres vivos [...] oferece inúmeras oportunidades de aprendizagem e de ampliação da compreensão que a criança tem sobre o mundo social e natural. A construção desse conhecimento também é uma das condições necessárias para que as crianças possam, aos poucos, desenvolver atitudes de respeito e preservação à vida e ao meio ambiente".
      Dessa forma, iremos proporcionar atividades que contribuam para que a criança possa comparar diversos tipos de animais, sua reprodução, seu habitat, as doenças transmitidas pelos mesmos, os cuidados e higiene para evitar a proliferação desses animais e insetos, bem como sua importância para o meio ambiente e a função de cada um na natureza.
 
Objetivos Gerais:
 
  • Oportunizar situações que possibilitem à classificação de diferentes animais nocivos a saúde pelas suas características, diferenças e semelhanças;
  • Favorecer o desenvolvimento da cidadania, incentivando uma preocupação com a transmissão de doenças causadas por esses animais e a sua proliferação;
  • Conhecer o modo de vida e as características dos insetos;
  • Conscientizar as crianças sobre a importância desses animais na preservação do meio ambiente.
 
Avaliação:
 
Será de forma contínua, através de observações e registros diários das crianças, durante o andamento do projeto. Serão observados o interesse, a participação e a colaboração das crianças no decorrer das atividades, observando alguns pontos relevantes ao desenvolvimento e ao aprendizado dos mesmos como:
 
* O que as crianças já sabiam sobre o assunto?
 
* O que aprenderam no decorrer do projeto?



Referências:
 
BRASIL, Ministério da educação e do desporto. Secretaria de educação Fundamental. Referencial Curricular nacional para Educação Infantil. Brasília, 1998.v.1


Conversação para iniciar o projeto



      Para dar início ao desenvolvimento do projeto, realizei uma conversação com o grupo sobre o tema “Pequenos Cientistas”. Perguntei quais insetos e animais nocivos gostariam de conhecer, sobre onde iríamos pesquisar, quais fontes de pesquisas iríamos utilizar. Várias foram às opiniões: Guilherme ao ouvir a palavra pesquisa logo falou: “Já sei é na revista”, Julia disse: “é na revista e no livro”, questionei se poderíamos utilizar outros meios como internet, pesquisas de campo, passeios e todos responderam que sim.
      Após esses questionamentos as crianças tiveram a oportunidade de falar quais insetos e animais fariam parte da nossa pesquisa. Eduardo falou: “Quero conhecer a cobra”, Guilherme disse: “Pro quero conhecer mosquito e barata”, Gabriel e Nicolas queriam conhecer as aranhas venenosas e as abelhas, Gabriely pediu: “Pro quero conhecer o mosquito e as baratas”, Julia contribui expondo suas ideias: “Os mosquitos fazem mal pra gente, eles fazem feridas na nossa perna”. Combinamos que conheceríamos todos os animais sugeridos por meio de pesquisas, enfatizando para o grupo a importância da preservação das espécies.

 
Pesquisa sobre a cobra Cascavel



      Apresentei para as crianças algumas figuras da cobra Cascavel para observarem. Após questionei se sabiam algo sobre esse animal: Julia disse: "Ela é cascuda", Gabriely: "Ela é venenosa e faz doença pras crianças", Luiz Gustavo: "Ela é venenosa e tem um monte de filhotes", Eduardo: "Ela tem casca e se arrasta". Expliquei que Cascavel é o nome genérico dado às cobras venenosas do gênero Crotalus e Sistrurus, elas possuem um chocalho característico na cauda, essa espécie pode ser encontrada em todo o continente. Após conhecermos as características e observarmos as fotos, assistimos um documentário, aprendendo sobre seus hábitos, alimentação, habitat etc. Observei que houve um grande interesse por parte das crianças em conhecer esse animal. Com essa atividade o grupo pode compreender a importância de cada ser vivo no meio ambiente, aprendendo a respeitar a natureza e os animais que nela habitam.



Conhecendo o Mosquito da Dengue



      A professora iniciou a atividade com algumas informações sobre as características do Aedes Aegypti, nesse momento questionei se eles sabiam algo sobre esse mosquito: Victor disse: "ele pica e chupa o sangue", Guilherme falou: "ele tem tamanho grande, não muito e manchas brancas", Icaro comentou todo animado: "O papai mosquito não gosta de sangue, ele só come folhas", Julia disse: "O mosquito da Dengue pica a gente e faz uma bolinha e ai a gente tem que ir correndo para o hospital".
      Após os comentários das crianças, disponibilizei algumas imagens do mosquito para observarem, comentando que são insetos bem perigosos para as pessoas, que se reproduzem em pequenas poças de água de preferência parada e limpa, sua cor característica é preta com listras brancas, o macho se alimenta de folhas adocicadas e a fêmea se alimenta de sangue, no momento da picada já transmite o vírus da Dengue e da Febre Amarela. Também assistimos um documentário com informações importantes sobre a sua reprodução, os locais onde são encontrados e o contato com as pessoas.
      Para finalizar a pesquisa observamos imagens do mosquito, com suas características predominantes. Com a realização dessa atividade as crianças tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o mosquito em questão, bem como adquirir hábitos de higiene em suas residências.

Teatro sobre a Dengue



      Convidamos as agentes comunitárias do Posto de saúde Parque Joinville, para apresentarem um teatro sobre a Dengue para as crianças do CEI. Nesse dia, as agentes compareceram com materiais explicativos sobre o mosquito transmissor da doença, reunimos todas as turmas no Varandão da instituição para que, de uma maneira bem lúdica, elas explicassem como acontece o contágio.
      Todos animados e, ao mesmo tempo, agitados com a presença do “mosquito” (uma agente de saúde fantasiada), ouviam as explicações da agente sobre a importância de não deixarmos água parada e limparmos bem o quintal, evitando assim que o mosquito deposite suas larvas e se prolifere, espalhando a doença para a população.
      Após a apresentação questionamos o grupo sobre o que tinham achado do teatro, o Guilherme logo falou: “Eu achei muito legal aquela mulher vestida de mosquito”. Gabriely: “Eu gostei, agora vou pedir para minha avó não deixar lixo lá em casa”.
      Como forma de agradecimento às agentes comunitárias do posto de saúde Parque Joinville, publicamos uma matéria no jornal do bairro Iririú, demonstrando a importância de realizarmos parceria em nossos projetos. Com a apresentação do teatro as crianças puderam aprender que se cada um faz a sua parte, colaborando em não jogar lixo e evitar acúmulos de resíduos no quintal ou em terrenos baldios, exercemos nossa cidadania e todos ganham com isso.


Projeto: Pequeno Cientista - Parte 3

Conhecendo as características das aranhas


      Primeiramente, observamos em um livro as características dos aracnídeos, como quantas patas possuem, quais aranhas são venenosas ou não, seu habitat, sua alimentação, dentre outras curiosidades.
      Com o auxílio de uma lupa, observamos os detalhes de uma aranha capturada pela mãe do Willian. As crianças observavam atentas a cada detalhe, enquanto comparávamos com os insetos pesquisados. Sabendo que a aranha não é um inseto, o grupo expôs suas opiniões falando: Victor: “Ela tem oito patas”, Gabriel: “eu vi uma aranha em minha casa e ela fez uma teia", Jenifer: “Ela joga veneno nas pessoas’’, Erik: “Ela come insetos", Kauan: “Ela joga pêlo nos homem”.
      Todos observaram com curiosidade os detalhes da aranha e logo falaram: “Com a lupa ela fica muito grande”. Após a realização das pesquisas, realizamos uma roda de conversa em que as crianças falavam o que tinham aprendido sobre a aranha, passando um rolo de barbante para um colega, até formarmos uma teia. Após sua formação, colocamos uma aranha de borracha para representar a aranha em seu habitat natural. Essa atividade possibilitou ao grupo conhecer as características das aranhas, bem como respeitar cada ser vivo, independente de ser nocivo ou não.



Conhecendo as características das formigas


      Assistimos a um documentário sobre o fascinante e desconhecido mundo das formigas. As crianças demonstraram bastante interesse no documentário, aprendendo coisas bem interessantes. As formigas vivem em uma sociedade altamente organizada, esses insetos trabalham muito, na divisão social existem as operárias, os machos e a rainha. Cada operária tem sua função: cortadeira, carregadeira, jardineira e soldado, assim que nascem já começam a executar suas tarefas, elas cortam, carregam folhas e transformam em alimentos. A rainha é a única que pode ter filhos e um formigueiro só acaba quando a rainha morre. As formigas nunca dormem, elas quase não enxergam, são completamente surdas e só se comunicam pelo cheiro.
      Após todas essas explicações, as crianças fizeram diversos comentários e questionamentos: Guilherme: “De onde as formigas nascem”? Explicamos que nascem de um ovo, se transformam em larvas e vão crescendo até virar formigas. Jenifer comentou: “Lá na minha casa eu vi uma formiga carregando folhas para o formigueiro", Victor: “Eu vi um monte de formigas carregando folhas para o formigueiro, um montão", Kelvin: “eu vi a formiga carregando uma lagarta para o formigueiro", Maria Luiza: “Eu achei legal as pernas e a cabeça dela”.
      Após todas essas explicações saímos a campo para observarmos as formigas coletando seus alimentos com o uso de uma lupa, encontramos formigueiros e formigas cortadeiras em seu trabalho diário. Observamos que essa atividade despertou o interesse do grupo em conhecer mais sobre os insetos, em especial a formiga, toda vez que encontram uma formiga logo capturam para contar as perninhas e as antenas.



Desenhando uma formiga


      Para verificar o conhecimento das crianças a respeito do tema, lancei o desafio para o grupo de desenhar uma formiga, conforme tinham observado no documentário. Para isso, disponibilizei pincel e papel, propondo que desenhassem, utilizando o dedo molhado na tinta ou usando os pincéis. Ficou bem legal a atividade e a turma toda gostou da experiência de sujar as mãos para fazer um desenho. Com essa atividade pude verificar o que as crianças tinham aprendido sobre as formigas, bem como exercitar a coordenação motora do grupo.

Projeto: Pequeno Cientista - Parte 2

Conhecendo as características das abelhas


      Para aguçar a curiosidade das crianças coloquei em um saco surpresa uma abelha de brinquedo, as crianças tocaram-na para sentirem o formato, tamanho, etc. Questionei sobre o tipo de inseto que estava dentro do saco surpresa, dando algumas dicas. Ao ouvirem as dicas o Erik falou: “ë uma abelha’’. Retirei a abelha de brinquedo do saco, a turma teve a oportunidade de observar e sentir a textura do objeto, explorando sua forma, cor e tamanho. Comparamos a abelha de brinquedo com a real, destacando as partes que estavam faltando do brinquedo, para ser parecido com um inseto real. Após as crianças comentaram: Erik: “eu vi uma abelha no muro da minha avó, ela era bem pequena e era o rei”, Jenifer: “ela pega pozinho da flor e transforma em mel”.
      Nesse momento, apresentei fotos de abelhas na colméia e expliquei algumas características desse inseto, como por exemplo, que a abelha rainha é responsável por ficar na colméia cuidando dos ovos, enquanto as operárias coletam pólen, geralmente uma rainha é maior que as operárias e os machos não permanecem na colméia com as fêmeas. Possui um ferrão que é usado para injetar veneno nos predadores, suas antenas servem como escuta e conseguem se localizar através da vibração das mesmas, se alimenta de néctar. Novamente o grupo expôs suas ideias sobre esse fascinante inseto: Jenifer: “ela pega pozinho na flor e o macho é o zangado’’, Nicoly rapidamente falou: “não é zangado é zangão’’. Observei que essa atividade despertou no grupo o interesse em conhecer mais sobre a abelha, bem como sua importância na preservação do meio ambiente.


Provando o mel


      Trouxe para a sala favos de mel e cada criança pegou um pouco para sentir o sabor. Após provarem esse rico alimento, as crianças opinaram: Kelvin: “mel é para quando a gente fica doente”, Jenifer: “tem gostinho de doce de uva”, Kelvin novamente pediu para falar: “é gosto doce”, Guilherme: “tem sabor de mel”. Após provarem e descobrirem como as abelhas trabalham para fabricar o mel, as crianças se animaram para experimentar novos alimentos com este ingrediente. Com essa atividade o grupo se conscientizou da importância das abelhas na transformação da natureza.


Preparando uma receita com mel


      Como tínhamos conhecido as características das abelhas e experimentado o mel, aproveitamos para incluir esse rico alimento em nossa alimentação. Convidamos a Sonia, mãe da Ana Luiza para vir até o CEI preparar um docinho feito com mel. Nesse dia, as crianças aproveitaram para colocar a mão na massa e modelar os docinhos, fizeram bolinhas, bonecos e até a abelhinha, a rainha da festa. Após o preparo, saboreamos os docinhos, surgindo vários comentários como: Victor: “que cheiro gostoso”, Kelvin: “Que gostoso vou pedir para minha mãe fazer para mim”.
      As crianças agradeceram a Sonia pela colaboração na realização da receita, falaram que foi muito legal a sua participação e esperamos contar com a sua colaboração em outras atividades que forem realizadas no CEI. Então, a mãe da Ana Luiza parabenizou o grupo, falou que ficou muito contente com o convite e que nosso projeto é muito importante para aprendermos cada vez mais. Com essa atividade o grupo pode conhecer as diferentes utilidades do mel, bem como sua importância no preparo da nossa alimentação.

Projeto: Pequeno Cientista - Parte 1

Projeto: Pequeno Cientista

      Durante este ano, a turma do I Período Matutino da professora Giovana da Conceição Ramos Martins decidiu investigar em seu projeto o universo dos insetos e dos animais nocivos ao homem. Desta forma, segue abaixo maiores informações sobre esta viagem.

Justificativa:


      Através de uma brincadeira realizada em sala com a música “A dona aranha subiu pela parede”, observei o interesse das crianças pelos animais nocivos a nossa saúde e pelos insetos, questionando como eles se alimentavam, porque usavam seu veneno para se defender, onde moravam, entre outras dúvidas. Após esses questionamentos observei que o tema despertou interesse e curiosidade, por este motivo o grupo decidiu que o projeto da turma seria: “Pequenos Cientistas”.
      Quando iniciamos um projeto com perguntas instigantes, guiamos as crianças para o universo que se quer conhecer. Essas indagações fazem com que elas pensem e reflitam sobre os assuntos propostos, trazendo a pesquisa para o seu dia-a-dia, satisfazendo suas curiosidades e relacionando-as ao meio em que vivem.
      A partir do momento em que a criança entra em contato com outros meios de informação, perceberão que há uma infinidade de respostas para as perguntas do cotidiano.
      Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil (BRASIL, 1998, p.144): "O trabalho com os seres vivos [...] oferece inúmeras oportunidades de aprendizagem e de ampliação da compreensão que a criança tem sobre o mundo social e natural. A construção desse conhecimento também é uma das condições necessárias para que as crianças possam, aos poucos, desenvolver atitudes de respeito e preservação à vida e ao meio ambiente".
      Dessa forma, iremos proporcionar atividades que contribuam para que a criança possa comparar diversos tipos de animais, sua reprodução, seu habitat, as doenças transmitidas pelos mesmos, os cuidados e higiene para evitar a proliferação desses animais e insetos, bem como sua importância para o meio ambiente e a função de cada um na natureza.

Objetivos Gerais:
  • Oportunizar situações que possibilitem à classificação de diferentes animais nocivos a saúde pelas suas características, diferenças e semelhanças;
  • Favorecer o desenvolvimento da cidadania, incentivando uma preocupação com a transmissão de doenças causadas por esses animais e a sua proliferação;
  • Conhecer o modo de vida e as características dos insetos;
  • Conscientizar as crianças sobre a importância desses animais na preservação do meio ambiente.
 Avaliação:
       Será de forma contínua, através de observações e registros diários das crianças, durante o andamento do projeto. Serão observados o interesse, a participação e a colaboração das crianças no decorrer das atividades, observando alguns pontos relevantes ao desenvolvimento e ao aprendizado dos mesmos como:
* O que as crianças já sabiam sobre o assunto?
* O que aprenderam no decorrer do projeto?
Referências:
BRASIL, Ministério da educação e do desporto. Secretaria de educação Fundamental. Referencial Curricular nacional para Educação Infantil. Brasília, 1998.v.1

Conversação para iniciar o projeto


      Para dar início ao desenvolvimento do projeto, realizei uma conversação com o grupo sobre o tema “Pequenos Cientistas”. Perguntei quais insetos e animais nocivos gostariam de conhecer, sobre onde iríamos pesquisar, quais fontes de pesquisas iríamos utilizar. Várias foram às opiniões: Victor ao ouvir a palavra pesquisa logo falou: “Já sei é na internet”, Marcelle disse: “é só na internet”, questionei se poderíamos utilizar livros e revistas para pesquisarmos e o grupo respondeu que nos livros iríamos encontrar fotos.
Após esses questionamentos as crianças tiveram a oportunidade de falar quais insetos e animais fariam parte da nossa pesquisa. Bruna falou: “Quero conhecer o sapo”, Kauan disse: “Pro quero conhecer a cobra menino”, Erik e Gabriel queriam conhecer as aranhas venenosas e como elas fazem à teia, Victor pediu: “Pro quero conhecer o mosquito da dengue, porque eu vi na TV que tem espalhado por toda a Joinville larva do mosquito”.
      Assim, as crianças sugeriram muitos insetos que serão pesquisados no decorrer do projeto.



Pesquisa sobre a cobra Cascavel



      Apresentei para as crianças algumas figuras da cobra Cascavel para observarem. Após questionei se sabiam algo sobre esse animal: Guilherme: “Elas têm veneno”, Maria Luiza: “ela morde”, Jenifer: “ela tem a casca dura”, Marcelle: “ela se arrasta”. Expliquei que Cascavel é o nome genérico dado às cobras venenosas do gênero Crotalus e Sistrurus, elas possuem um chocalho característico na cauda, essa espécie pode ser encontrada em todo o continente. Após conhecermos as características e observarmos as fotos, assistimos um documentário, aprendendo sobre seus hábitos, alimentação, habitat etc. Observei que houve um grande interesse por parte das crianças em conhecer esse animal. Com essa atividade o grupo pode compreender a importância de cada ser vivo no meio ambiente, aprendendo a respeitar a natureza e os animais que nela habitam.




Conhecendo o Mosquito da Dengue


      A professora iniciou a atividade com algumas informações sobre as características do Aedes Aegypti, nesse momento questionei se eles sabiam algo sobre esse mosquito: Victor disse: “ele pica e chupa o sangue”, Erik falou: “sabe por que os mosquitos picam, porque eles têm fome”, Ana Luiza comentou toda animada: “meu Deus pro, minha madrinha nem coloca areia nos pratinhos, só coloca água, eu vou ter que ligar pra ela”.
      Após os comentários das crianças, disponibilizei algumas imagens do mosquito para observarem, comentando que são insetos bem perigosos para as pessoas, que se reproduzem em pequenas poças de água de preferência parada e limpa, sua cor característica é preta com listras brancas, o macho se alimenta de folhas adocicadas e a fêmea se alimenta de sangue, no momento da picada já transmite o vírus da Dengue e da Febre Amarela. Também assistimos um documentário com informações importantes sobre a sua reprodução, os locais onde são encontrados e o contato com as pessoas.
      Para finalizar a pesquisa observamos imagens do mosquito, com suas características predominantes. Com a realização dessa atividade as crianças tiveram a oportunidade de conhecer um pouco mais sobre o mosquito em questão, bem como adquirir hábitos de higiene em suas residências.


Distribuição de panfletos


      Recebemos do posto de saúde Parque Joinville panfletos informativos sobre o contágio da Dengue, então, primeiramente distribuímos entre as crianças do CEI para que pudessem compartilhar com seus familiares informações importantes a respeito da Dengue. Para exercermos nossa cidadania e compartilharmos com a comunidade o que aprendemos no dia-a-dia do CEI, saímos às ruas para distribuir esse material explicativo sobre os cuidados que a população deve ter com esse inseto tão perigoso a saúde de todos. As crianças batiam palmas em frente às residências e entregavam o panfleto falando: “O dona de casa é sobre o mosquito da Dengue’’.
      A turma ficou bem animada e queria percorrer muitas ruas entregando o material, cada pessoa que encontravam perguntavam: “Vocês querem um panfleto da Dengue”?, as pessoas alegremente recebiam e parabenizavam as crianças. Com essa atividade o grupo pode se conscientizar da importância de conhecermos o mosquito da Dengue e as várias formas de contágio.

Projeto: Pequenos investigadores:Observar para conhecer Parte 3

Uma lagarta em nossa sala


      Recebemos uma pequena lagarta de uma das professoras para nossa investigação. Este inseto permaneceu em nossa sala, sendo alimentado até chegar ao estágio de pupa que ocorre antes da transformação total do casulo, para depois acontecer à metamorfose e, por fim virar uma borboleta que foi solta assim que estava preparada para voar. Durante esse tempo, as crianças puderam observar, pesquisar, investigar e acompanhar esse processo tão curioso.

O que a turma aprendeu:

      Poder acompanhar e observar todas as etapas do ciclo de vida de uma borboleta, certamente foram os dias mais significativos para o grupo.
      A lagarta chegou ainda pequena para nós, explico às crianças que provavelmente ela havia deixado seu ovo há uns dois dias. Nessa ocasião o grupo passa a maior parte do tempo observando a lagarta comer, utilizando as lupas, para poderem ver bem de perto a mastigação.
      O grupo ficou impressionado ao ver como a lagarta comia. No meio da tarde, o Gustavo grita para a turma dizendo: “ei, ela ta fazendo coco”. E realmente estava. Milena observou as bolinhas que estavam no fundo do recipiente e perguntou “tudo isso é coco?”
      O recipiente com a lagarta ficou em cima da mesa junto com os demais insetos que, foram esquecidos pela turma que agora só tem olhos para a lagarta.
      Todos os dias ao chegarem às crianças procuravam a lagarta para ver como ela estava. Depois de cinco dias comendo muito, ela se posicionou em um dos galhos e permaneceu imóvel.
      No quinto dia observamos um pequeno fio de cor escura que já envolvia o corpo da lagarta, segurando-o junto ao galho. Nesse estágio, a lagarta se encontrava vulnerável e necessitava de tranquilidade, por isso a deixamos em cima do armário da sala.
      Dois dias depois a lagarta se encontrava em seu estágio de pupa (casulo jovem), permanecendo por dezesseis dias até que a metamorfose aconteceu por completo.
      Com a lupa as crianças puderam observar melhor tal transformação e as expressões de surpresa eram nítidas em cada uma delas, diziam “nossa!”, “uauuuu”!
      Então no décimo sexto dia, a borboleta saiu de dentro de seu casulo aproximadamente às 15 horas e 30 minutos. Permanecendo mais dois dias secando suas asas, se mostrou preparada para seguir em sua nova etapa da vida.
      Resolvemos então soltá-la para que pudesse dar continuidade ao ciclo reprodutivo naturalmente.



Registro através de desenho



      Na roda da conversa relembramos o ciclo reprodutivo e importância dos insetos na natureza. Em seguida, enfocamos o desenvolvimento e reprodução da borboleta, observando nossa lagarta que se encontrava na sala. Propus ao grupo a escolha de um nome para a lagarta, finalizando com o registro da atividade através de desenhos.

O que a turma aprendeu:
      Luiz Gustavo trouxe dois insetos. Assim que chegou tirou-os da mochila e orgulhoso mostrava para a turma. Andava pela sala com os vidros nas mãos e de repente disse: “ei! Posso vê?”, referindo-se ao uso da lupa.
      Em outro momento, relembramos o ciclo de desenvolvimento da borboleta e, na sequência a turma registrou seus saberes através de desenhos. Maria Eduarda falou: “Profe! Eu esqueci quantas patas tem os insetos”. Disse ao grupo “crianças, a Maria Eduarda fez uma pergunta” e, a turma respondeu em coro: “seis”.
      O grupo desenhou as etapas do processo de transformação da borboleta, isso mostrou que a observação é fundamental para que a criança apreenda informações. O grupo mostrou conhecimento no que diz respeito às etapas de transformação da borboleta. Mariana disse: “tem o corpo dividido em três partes”, Gustavo, Matheus, Bianca entre outros responderam ao mesmo tempo “cabeça, tórax e abdome”.
      Acredito que o projeto está desenvolvendo nas crianças um olhar mais sensível em relação à preservação do meio ambiente e respeito com animais, bem como a investigação.






Cartaz com sugestões de nomes para a borboleta



      Na roda da conversa, relembramos algumas sugestões de nomes para a lagarta. Montamos o cartaz “deixe sua sugestão de nome para nossa lagarta”.
      O cartaz ficou exposto no corredor onde pais, professores e funcionários também puderam deixar suas sugestões. Ao final da semana, retiramos o cartaz, lendo os nomes e realizando uma votação para a escolha.

O que a turma aprendeu:
      No primeiro momento, a turma observou o cartaz com as sugestões de nomes que as crianças da turma do Matutino escreveram. Algumas diziam os nomes que seus pais ajudaram a escolher. A turma se organizou em pequenos grupos para escreverem no cartaz, Bianca ao escrever observou os outros nomes e disse: “nossa! Tem gente que escreve tão grande”.
      Carolina, João, Borboleta, Duda, Docinho, Lilica, Anco, João da Silva foram uns dos muitos nomes sugeridos. O cartaz permaneceu durante a semana no corredor para que outras pessoas pudessem também dar sua opinião de nome a nossa lagarta.
      O contato com o letramento é fundamental para que as crianças inicie o processo de escrita sem cobranças.






Votação para o nome da borboleta



      Em roda lemos todas as sugestões de nomes. Em seguida, os nomes foram escritos na lousa para melhor identificação das letras. Na sequência, as crianças escreveram em pequenos pedaços de papéis, o nome de sua preferência.
      Orientados que o voto é secreto, após escreverem, os papéis foram dobrados e depositados em uma caixa para serem contados. Expliquei que caso houvesse empate, realizaríamos outra votação até desempatar.

O que a turma aprendeu:
      Expus os nomes do cartaz para a turma que ria muito ao ouvir a pronúncia de cada nome. Em seguida, digo como faremos a votação e Maria Heloiza diz: “é um sorteio”. Digo que é quase isso e que no decorrer da votação irão ver a diferença.
      Depois de todos os nomes escritos no quadro, a turma então escreveu no papel o nome desejado. Algumas crianças se mostraram decepcionadas por não terem escolhido sua sugestão de nome.
      Por fim, o nome Hanna Montanna ganhou com três votos. Então apresentei os nomes empatados pela turma da manhã e pergunto se gostariam de realizarem outra votação com o nome escolhido pela outra turma.
      A resposta é sim, já que muitos não gostaram do nome escolhido, dessa forma na segunda-feira iremos escolher o nome final.
      Em seguida, lembramos como aconteceu a última votação e explicamos para Gustavo que não estava presente.
      Qual é o nome escolhido pergunto. “Hanna Montanna” dizem ao mesmo tempo. Escrevo no quadro os dois nomes escolhidos, Hanna Montanna e Totó, perguntando se são nomes de menina ou menino.
      Dizem: “Hanna Montannna é de menina e Totó parece de menino” responde o grupo. Sugiro ao grupo, pesquisarmos para saberem se a borboleta é macho ou fêmea.
      Mariana diz: “na internet”, Matheus “no notebook”, Bianca “pode ser amanhã? É que hoje minha mãe tem faculdade”. Combinamos com o grupo quem pudesse ter a ajuda dos pais, poderiam trazer a pesquisa.
      O desenvolvimento dessa atividade foi muito animador. O grupo participou ativamente do início ao fim, torcendo a cada voto e no final festejaram o nome escolhido. 


Análise das espécies de borboletas



      Apresentamos ao grupo, imagens de borboletas de várias espécies, destacando cores, formas, camuflagem e características que diferenciam os machos das fêmeas, respondendo assim uma das dúvidas do grupo. Nesse primeiro momento, o grupo explorou as imagens citando o que mais chamou a atenção.

O que a turma aprendeu:
      Assim que o grupo chegou percebeu a imagem da borboleta que estava fixada no chão da sala. Na roda da conversa, distribuí outras imagens sugerindo a colagem das mesmas pelo chão, como solicitou o grupo do Matutino.
      Questionei como saberemos quais são machos e quais são fêmeas. Lembrei então da proposta da pesquisa feito anteriormente, leio para o grupo o que haviam pesquisado sobre as características de diferenciação de machos e fêmea.
      Conforme a turma fixava as imagens pelo chão, faziam comentários ao observá-las. Gustavo disse: “olha a asa, é fêmea porque tem rosa e azul”. Luiz Gustavo concordou e falou que a dele também é fêmea.
      Bianca achou que a borboleta que estava em suas mãos é fêmea por que é da cor laranja. João Lucas disse: “é macho por que têm branco e castanho”. Joares comenta: que a sua borboleta é macho “por que têm branco e preto”. Lucas também diz que é macho porque as asas são da cor azul. Já Mariana ficou na dúvida. Solicitei que o grupo a ajudasse e a opinião foi unânime, “fêmea por que tem roxo”. Isabeli falou: “é macho por que tem azul, branco e preto”. Já Gabriel também achou que a sua borboleta é macho por que as asas são amarelas. Victor Hugo também diz que a borboleta que estava fixando no chão é macho devido, a cor laranja das asas.
      Julio César, Milena, Letícia, Olívia, Ésdras, Maria Heloiza e Maria Eduarda dizem que suas borboletas são fêmeas porque possuem cores como roxo, laranja, vermelho ou são coloridas.
      Matheus e Brayan possuem imagens com duas borboletas. Perguntei: “e as suas”? “é um macho e a outra é fêmea” diz Brayan. “E qual é macho e qual é fêmea”? Insistindo em uma resposta completa. Ele responde: “ele é o marrom e a fêmea é a colorida”. Matheus concordou dizendo que as suas também. Discordei e disse que as borboletas são iguais, ou seja, as duas são coloridas. Matheus apontou para uma delas e complementando sua teoria falou: “essa é macho por que tem mais preto”.
      É surpreendentes como as cores influenciam nas conclusões das crianças que acabam sendo levadas a acreditar que existem, de acordo com a fala da turma, “cores de menina e cores de menino”. De fato o que existem são apenas cores, que podem ser usadas da forma que cada um deseja, independente da idade, sexo ou classe social.