quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Projeto: Pequenos investigadores:Observar para conhecer Parte 2

Iniciação da pesquisa em livros


      Foram disponibilizados as crianças livros científicos e literários, revistas, fichários, enciclopédia, artigos, pesquisas de sites, bem como uma lupa e uma pinça para que pudessem manipular os insetos. Em grupos pequenos, as crianças foram direcionadas a uma postura investigativa, relacionando os insetos trazidos por eles com os localizados nos materiais disponíveis.
      Durante a exploração, leituras informativas foram realizadas juntamente com os grupos. Cada criança permaneceu na sua equipe investigando o tempo que entendeu ser necessário para saciar sua curiosidade nesse primeiro contato.

O que a turma aprendeu:
      O primeiro contato com os livros de pesquisa foi muito produtivo. O grupo explorou os livros e os insetos que estavam na sala de maneira que saciasse a curiosidade momentânea.
      Letícia observou as imagens dos livros com a lupa e pegou os insetos com a pinça. Milena analisou pacientemente um dos livros, já Lucas interessou-se pelo fichário. Matheus observou minuciosamente a figura de uma lesma. Disse: “olha a cabecinha dela”.
      João Lucas manipulou o material disponível fazendo caretas em cada inseto que encontrou, dizendo “uuuuui”. Luiz Gustavo, em todas as imagens que observou perguntou “o que é isso?” e ao mesmo tempo dava a resposta: “abelha”, “fomiga”, “oh! o sapo”.
      Ésdras se mostrou radiante quando encontrou um dos insetos que estamos pesquisando e disse: “olha achei uma borboleta”, “olha parece que ela tem olho na asa”. Mariana que estava sentada ao lado observou e disse para Ésdras “isso se chama camuflagem”. Digo que Mariana tem razão. É uma borboleta coruja que possui em suas asas desenhos como se fossem grandes olhos de coruja para espantar os predadores. Pergunto à Mariana como sabe tal característica e ela responde “eu vi no peixonautas”, um programa de TV infantil. Em outro momento disse admirada “uma abelha”, observou-a em seguida e, depois encontrou um grilo e questionou-se: “grilo é inseto”?
      A maioria das crianças se prendeu mais em utilizarem as ferramentas de pesquisa, ou seja, a lupa e a pinça usadas para pegar os insetos.
      Esther na roda de conversa falou: “eu vi um bicho igual você disse com 3 partes do corpo, 3 pernas de cada lado e 2 antenas. Mas eu matei e não tinha pote pra trazer”. Durante a pesquisa com livros, ela permaneceu por muito tempo explorando o material.
      Olivia observou cuidadosamente os vidros com os insetos. Depois manuseou os livros e encontrou a imagem de uma formiga e comentou: “elas comem borboletas”, referindo-se as borboletas mortas. Em seguida, falou com tom de voz entristecido “não acredito que elas comem as borboletas”.
      Victor Hugo utilizou a lupa para observar as imagens dos livros. Joares se mostrou interessado no fichário, manuseando-o com cuidado. Encontrou a imagem da borboleta coruja e permaneceu olhando fixamente para a mesma. Depois de um longo tempo observando disse “parece um olho né Profª”.
      A curiosidade pelos insetos que foram trazidos pelas crianças suscitou um espírito cooperativo e investigativo no grupo. Dessa forma, a pesquisa através das constantes observações e análises acendeu interesses diferenciados.
      É importante destacar que as pesquisas serão planejadas cooperativamente, ou seja, crianças e professora estarão definindo e propondo atividades que abordem a temática a ser estudada. Projetos com fins científicos devem percorrer caminhos diversos, dessa forma, atividades em grandes grupos são necessários.
      Mas em seguida, deverão ser divididos em grupos menores realizando atividades paralelas assim as interações e trocas de saberes acabam sendo mais significativos para a criança.





Documentário: O mundo secreto dos jardins



      O grupo foi convidado a assistir um vídeo informativo sobre insetos. Durante o vídeo enfatizamos as características, vida e habitat das lagartas. Ao término do filme, realizamos uma conversação sobre o que foi observado no vídeo, destacando a borboleta para iniciação da pesquisa individual do inseto.
      Finalizamos com uma técnica de pintura, utilizando uma folha de sulfite e tinta guache de várias cores. A técnica consiste em dobrar a folha ao meio marcando o centro e, em seguida pingar pequenas gotas de tinta das cores de sua preferência de modo que fiquem uma próxima da outra. Depois é só dobrar e espalhar cuidadosamente a tinta e ao abrir, surpresa, formará uma linda borboleta ou o que a imaginação da criança criar.

O que a turma aprendeu:


      A turma assim que chegou, viu a TV na sala e ficou radiante. Ao assistirem o vídeo as crianças mostraram admiração pelas imagens que apareciam. Mesmo com a TV grande o grupo se apertava um ao lado do outro, procurando uma posição melhor para poderem ver.
      Em cada inseto, um suspiro e o comentário: “olha!!!!”, “Nossa!!!”, “Meu que grande!!!”. De um modo geral a turma percebeu as características já pesquisadas em outros momentos fazendo um comparativo das informações. A cada informação compatível com o que havia sido dito em sala, o grupo se virava para a professora e sorria em uma resposta positiva.
      Em outro momento, realizamos a pintura surpresa. Nem todas as crianças utilizaram as cores disponíveis, as meninas escolheram cores nos tons de rosa, vermelho e azul claro, já os meninos cores escuras como verde, azul, laranja, poucas foram às crianças que usaram todas as cores.
      A expressão de seus rostos foi surpreendente, ao verem as cores todas misturadas com formatos diferentes as crianças sorriam umas para as outras, mostrando como seu desenho havia ficado.
      A pintura ficou secando e assim que estava seca recortamos para colarmos em nosso mural dos insetos. A maioria das crianças ao verem sua pintura falaram: “é uma borboleta”.
      Realizamos essa pintura em conjunto, para que a técnica fosse de fato uma surpresa e, funcionou. O grupo se mostrou deslumbrado com a representação e pareciam não acreditarem no que haviam feito. Assim que os desenhos estavam secos, as crianças recortaram e colaram formando um mural, o qual foi complementado com desenhos e imagens de outros insetos.



Conhecendo características específicas



      Na roda da conversa, relembramos as características dos insetos que o grupo já conhecia. As informações foram citadas pelas crianças recordando o vídeo assistido e livros de pesquisa.
      Em seguida apresentamos os textos informativos, realizando a sua leitura, observando as partes do corpo mencionadas dos insetos no desenho correspondente.
      Os textos informativos com as imagens permanecerão expostos na sala por tempo indeterminado para auxiliar nas pesquisas e investigações da turma.

O que a turma aprendeu:
      Assim que pergunto quais são as características dos insetos, a turma vai logo dizendo: “um par de antenas, corpo dividido em cabeça, tórax e abdome, seis patas e asas”.
      Para tornar o texto lúdico, solicitei que permanecessem em pé realizando gestos de acordo com o que eu dizia. Na cabeça tem antenas que servem para cheirar, ouvir e sentir, desse modo a turma colocava as mãos em lugares correspondentes do corpo como: cabeça, ouvidos, nariz e assim por diante.
      O grupo ria ao ouvir palavras novas, especialmente quando falamos sobre o sistema bucal dos insetos. A criança desde cedo precisa estar em contato com palavras diversificadas, desse modo, ampliará ainda mais seu vocabulário.
      As imagens das partes do corpo dos insetos auxiliaram a identificação e saciou algumas das perguntas do grupo.
      A turma demonstrou interesse pelas imagens dos insetos com as partes do corpo identificadas e, a cada instante estavam observando e analisando, trocando informações entre si. Essa interação entre o grupo é um facilitador do processo de ensino aprendizagem de cada criança.


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