terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Projeto: Um mundo de Sensações - Maternal II - Parte 7

Culminância do Projeto: Visita a Trilha Mágica


     Ao chegarmos a Agrícola da Ilha, que era o nosso destino, as crianças vibraram com a beleza do local. Nathan disse maravilhado: “Nossa, que lugar lindo, parece uma fazenda”! Thuany complementou: “Mas é uma fazenda”!
    Logo que descemos do ônibus todos começaram a falar ao mesmo tempo sobre a beleza do lugar. Flores por todos os lados, árvores, jardins, fontes de água, grama... Uma funcionária chamada Noeli veio nos receber. Quando ela chegou não disse nada, apenas ficou sorrindo e olhando para as crianças, esperando todos descerem para depois se apresentar. Mas todos já começaram a perguntar quem ela era. Como ela disse que iria se apresentar quando chegássemos dentro de um pavilhão coberto e cercado de vasos com flores de diversas espécies, Thuany, não conseguia esperar e perguntava a toda hora: “De quem é essa voz”? Referindo-se a Noeli, cada vez que ela falava.
    Ao chegarmos ao nosso espaço, havia uma mesa grande de madeira com uma toalha toda florida e grandes bancos para as crianças sentarem-se. Ali, Noeli apresentou-se dizendo seu nome, sua função e que nos conduziria a todos os lugares como nossa Guia, nos explicando tudo sobre aquele lugar belíssimo. Fizemos primeiro nosso lanche e depois começamos a explorar todos os espaços.
    Para começar fomos para um jardim maravilhoso, cercado por várias alamedas e inúmeros canteiros de flores e plantas. Árvores exóticas de regiões distantes como as florestas africanas. Noeli, explicava sobre cada árvore, planta e flores. As crianças, queriam mesmo era sentir, tocar, cheirar, experimentar tudo. Estavam agitadíssimas, era muita informação.
    Cores, borboletas e, principalmente, a terra debaixo dos seus pés. Eles queriam chutar a terra para ver a poeira levantando. Ficavam esfregando os pés como a experimentar aquela terra soltinha misturada com areia e pedrinhas. Algumas vezes, abaixavam-se e seguravam um punhado de terra com as mãos e deixavam ela escorregar por entre os dedos. Não estavam muito interessados na aula de botânica que a Noeli estava dando. Eles queriam mesmo era experimentar como é típico a crianças de 3 anos. Ficaram maravilhados com a Palmeira de Madagascar, igualzinha a do filme e com o parquinho que, infelizmente, não pudemos experimentar porque o tempo foi curto para tudo o que havia ali para explorarmos.
    Depois do jardim, fomos para algumas cabanas com caminhos de pedras e chão de madeira bem rústica, onde ao lado tinham fontes de água cristalina maravilhosas. Um lago com o fundo verde e azulado e cheio de peixinhos coloridos, grandes e coloridos. As crianças ficaram encantadas. Em cima da ponte, sentamos e fizemos a coisa mais mágica do nosso passeio que foi alimentar esses peixinhos, foi distribuída uma porção de ração e a Noeli monitorou a aproximação das crianças, conduzindo-as até a beirada da lagoa e abaixando-se deram comida na boca dos peixes, eles engoliam nossos dedos com suas bocas abertas e famintas fazendo um grande barulhão. As crianças puderam tocá-los e colocar a mão na boca deles, a alegria delas era indescritível.
    Na sequência, fomos até uma capela que parece um castelo e que as crianças já haviam perguntado várias vezes o que era. Quando chegaram correram em volta, pois é toda rodeada de grama muito verde, cercada por uma cerca viva maravilhosa e tinha uma porta grande e cor de rosa. Ali, segundo, a Noeli são realizadas cerimônias de casamento. É um espaço amplo, onde as crianças correram e deitaram na grama rolando e sentindo todo o seu frescor.
    Depois, fomos para a trilha, que ficava no meio do mato e conduzia a um campo de flores. As crianças começaram a falar todas ao mesmo tempo: “Isso é uma floresta”, afirmou Eliseu. “Estou com medo”, disse o Kauan, segurando firme a minha mão. “Será que aí dentro, mora o Lobo mau”? perguntou a Bianca. “Xiiii”, fez Thuany, pedindo silêncio, pois queria ouvir o barulho da mata. Noeli ia explicando sobre as árvores e as plantas, mas as crianças queriam era tocá-las. “A casa da aranha” disse Nathan, mostrando uma grande teia no meio do caminho. “Cuidado, não desmancha ela”, pediu Thuany. Olhamos para cima e a Noeli explicou como as árvores fecham o céu e não deixam o sol chegar ali dentro. Os pássaros piavam por todos os lados e era bem escura a trilha, pois estava nublado o tempo e havia trovões ao longe. “Vai chover e nós vamos nos molhar”, observou Nathan. “Que delícia, tomar banho de chuva”, complementou o Lucas Borges.
    No meio da Trilha havia um lago coberto por uma planta parecida com a vitória régia, cheia de folhas bem verdes que fechavam toda a extensão do lago e atravessamos ele por uma ponte bem estreita. “É preciso tomar muito cuidado para atravessar, pois ali debaixo tem água” disse Noeli. As crianças passaram bem devagarinho e com bastante cautela. Ao chegar do outro lado, Bianca falou muito empolgada: “Consegui, consegui, passei a ponte e nem caí”! Essa ponte dava para o campo de flores Hemerocallis de várias espécies. Noeli contou que Hemerocállis é uma planta Típica da China e do Japão e que precisa de todo cuidado para ficar florida. Ao ouvir que eram plantas típicas da China e do Japão, o Caue puxou os olhinhos, imitando os Chineses e ria muito.
    Enfim, chegamos ao fim de nossa aventura e precisávamos voltar, as crianças pediram que fossemos ao parque, mas não houve tempo. Estávamos exaustos, mas nosso objetivo foi atingido na medida em que queríamos encerrar nosso projeto das sensações num ambiente onde pudéssemos experimentar diversas sensações ao mesmo tempo, e nada melhor que um ambiente rico em diversidade no meio da natureza, do silêncio, do aconchego, da biodiversidade e de inúmeras possibilidades de experimentação, incluindo o espírito de aventura, de encantamento e de magia típicos de crianças nessa faixa etária.
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 
Avaliação do Projeto:

    Ao iniciarmos este projeto, nossa maior intenção era proporcionar a exploração máxima de todas as sensações e da experimentação de diversas texturas, cheiros e gostos. Observamos ao longo do percurso que nossos objetivos foram atingidos no sentido de que todas as atividades foram vivenciadas e partilhadas pelas crianças com toda a intensidade natural de uma criança. Houve uma expansão no vocabulário, na capacidade de vivenciar e partilhar brincadeiras e nas resoluções de conflitos que surgiram entre o grupo.
    Percebemos o desenvolvimento e apropriação de um maior conhecimento em relação às cores, texturas, formas e as múltiplas funções dos sentidos, visto que as crianças participaram de atividades que envolveram de forma abrangente, o movimento, ruídos, reflexos, texturas e inúmeras possibilidades que encantaram, divertiram e surpreenderam a todos nós.
    Assim encerramos o projeto, mas que continua principalmente para as crianças, pois esse universo mágico de cores, cheiros e gostos nunca está tão presente nas nossas vidas quanto na fase de criança. São elas que nos fazem reinventar todo esse ambiente, partilhando momentos e resgatando um pouco da nossa própria infância.
    Foi muito significativo tudo o que vivenciamos durante o projeto, nos divertimos muito com as atividades e iremos guardá-las com muito carinho nas nossas lembranças. Espero que todos possam vivenciar um pouco também através do nosso Portifólio.
    Obrigada a todos que direta ou indiretamente colaboraram conosco, proporcionando o sucesso que atingimos durante todo o percurso. Um projeto só pode dar certo com o envolvimento de toda a equipe. Muito obrigada à colaboração das famílias, pois sem isso não poderíamos chegar até aqui. Temos certeza que todos estão modificados de alguma forma e que as crianças estão mais maduras e preparadas para as próximas aventuras que com certeza vivenciarão no futuro.

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