terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Projeto: Um mundo de Sensações - Maternal II - Parte 5

O que tem no escuro?

     Enquanto as crianças lanchavam, organizamos a sala, cobrindo as janelas com edredons para escurecê-las. Falamos para as crianças que brincaríamos de Sherlock Holmes ou Pantera cor de rosa, que seríamos espiões e teríamos que procurar um objeto que estaria escondido na sala.
    Primeiro, resolvemos esconder uma planta que era toda iluminada. Como a sala estava escura as crianças deveriam guiar-se pela luz da planta. Logo que chegaram à sala, ficaram eufóricas de alegria ao ver tudo escuro. Davam gritinhos, riam... Foi muito fácil achar a planta e logo a Thuany a descobriu.
    No segundo momento, resolvi me esconder debaixo de uma coberta marrom, num canto da sala. Não falamos o que deveriam encontrar dessa vez para ver se eles percebiam que seria eu. Ao entrarem novamente na sala, as professoras Sandra e Bete, perguntaram se perceberam algo diferente. Matheus, logo que entrou já perguntou onde eu estava.
    Então, as professoras sugeriram que eles pegassem suas lanternas e me encontrassem, pois eu estava escondida na sala. Não foi fácil me encontrar, pois eles não percebiam que eu estava debaixo da coberta, primeiro porque a coberta era escura e a sala estava escura e também porque eu estava num canto disfarçada com as caixas onde são guardados os brinquedos. Foi necessário que as professoras intervissem dando algumas dicas: “Será que a Prô, não estaria naquele canto ali”? Disse a professora Sandra, apontando onde eu estava. Matheus e Andrew aproximavam-se, mas paravam no meio do caminho receosos. Quando as professoras incentivavam que eles se aproximassem mais, um dizia ao outro: “Vá você, Andrew”, dizia Matheus. “Eu não, tenho medo”, respondia Andrew. “Então vá você Gabriel”, insistia Matheus. “Eu não vou”, argumentava Gabriel. Eu já estava sufocando lá embaixo, então resolvi dar um salto tirando a coberta de uma vez. Foi uma grande correria, gritos, risos... Foi bastante divertido.
    Depois, as crianças foram retiradas novamente da sala, pois desta esconderíamos um objeto que fizesse um som. Escondemos o celular tocando uma música e eles deveriam encontrá-lo. Dessa vez, foi bem mais fácil. Eles conseguiram encontrar rápido. Cristiano dizia: “Vamos de novo, Prô, isso é muito legal”! E repetimos escondendo o celular e a planta mais algumas vezes. As crianças amaram a atividade. Envolveram-se muito e participaram com grande alegria.

 

  

  

Brincando com a própria sombra

     Após brincarmos com as lanternas, as crianças descobriram que poderíamos brincar com a própria sombra refletida na parede. Foi então que tivemos a ideia de colocarmos um tecido no meio da sala, para que todos pudéssemos criar muito motivos com nossas mãos refletidas com a luz da lanterna. Surgiram borboletas, Cristos, et’s como disseram as crianças. Foi muito divertido e ficou um efeito lindo como podemos observar nas fotos.
 
  

  

  
 
 
Tapete Sensorial
 
 
    Construímos um tapete sensorial para ser explorado na sala, sendo que a cada dia fazíamos uma parte. Quando fazíamos atividades sobre cartolina, explicávamos que elas seriam utilizadas no tapete sensorial. Depois, que já tínhamos várias partes, começamos a colá-lo no chão.
    Perguntamos as crianças onde gostariam de colocá-lo e elas deram várias sugestões. Para Kezya, ele deveria ficar bem no meio da sala. Já Bianca, disse que devíamos colocá-lo ao lado da casinha. Nathan então observou que se colocássemos ele dessa forma ficaria como uma calçada. Todos acharam ótima a ideia de uma calçada, então resolvemos colocar o tapete ali.
    Antes de colar o tapete precisávamos fazer a parte com as folhas de árvores que coletamos em frente ao CEI. As crianças estavam ansiosas pelo resultado, colamos nosso tapete todos juntos e quando terminamos Cristiano disse: “Como ficou linda a nossa calçada”! Tiramos nossos sapatos e nos divertimos muito atravessando o tapete, sentindo suas diversas texturas. Milena, ao atravessar as pedrinhas exclamou: “Isso dói o pezinho, Prô”! Foi muito prazeroso e divertido.
 
  

  

  

  

  

  

 
 
 
Isso reflete!

     Enquanto as crianças estavam no lanche, explicamos que teria algo diferente na sala quando elas retornassem a este espaço. Então, duas professoras recortaram várias formas geométricas em papel laminado colorido e colaram no meio da sala, para que ao chegarem encontrassem a surpresa.
    Quando as crianças as viram, correram dando gritinhos e já se posicionaram em cima das formas. Cada uma escolheu uma forma e sentou-se nela. Faziam caretas, riam... Brincaram por um longo tempo com a maior alegria. Deixamos que pisassem, tocassem livremente e só depois é que sugerimos que eles se abaixassem para ver o que acontecia.
    Então, puderam perceber seus rostos refletidos. Ficaram muito surpresos e começaram a fazer caretas e muitas coisas divertidas. Após, brincamos de coelhinho sai da toca utilizando as formas.
 
 

 

  


 
 
 
 
 

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