quarta-feira, 29 de abril de 2015

Aprendendo e valorizando a cultura


    

   A turma do segundo período C é composta por 22 crianças na faixa etária de 5 a 6 anos, sendo que alguns frequentam a instituição em período parcial e outros integral, destes quatorze são meninas e oito são meninos. 
   Seu quadro pedagógico é composto por duas professoras titulares, Giovana e Josiane, uma professora volante Andresa e uma professora de educação física Carine. 
   Este ano estamos trabalhando o projeto institucional: “Brasil e África: entrelaçando nossas Culturas”, em que as crianças estão tendo a oportunidade de conhecer um pouco da história Afro-brasileira.
   Neste contexto, as crianças tiveram a oportunidade de conhecer a artista plástica Adriana Varejão, com a exposição “Polvo” a qual foi inspirada em sua pesquisa sobre as tonalidades de pele. 
Comparação dos tons de pele das crianças da turma.
   A série é composta por retratos da carioca, pintados por um artista desconhecido e que receberam intervenções de Varejão. Essas obras foram expostas em Nova York e em São Paulo. No caso da amostra em Nova York, a pele da artista ilustrada nas obras ganhou tonalidades diferentes, enquanto que na exposição paulistana o rosto de Varejão apresentou pinturas indígenas. 
   
   Essa exposição surgiu a partir de uma pesquisa realizada no ano de 1976 pelo IBGE.   Naquele ano o censo oficial do IBGE, não pediu aos cidadãos que apenas escolhessem uma das cinco características estipuladas pelas pesquisas (branco, negro, vermelho, amarelo e pardo), mas que respondessem à questão em aberto: "Qual a sua cor"? De lá saíram 136 termos que inspiraram Adriana Varejão a criar a obra “Polvo”. Para tanto foram criados trinta e três tons de tintas pela artista, que receberam nomes peculiares dados por Brasileiros como: Burro quando foge, queimada de sol, café com leite, morenão etc.

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Adriana Varejão e sua exposição.
     Com os conhecimentos adquiridos em sala, desafiamos as crianças a criarem seus tons de pele, fazendo várias tentativas misturando tintas, testando na pele, comparando suas fotos até chegar ao tom que mais se aproximava da pele das crianças, nomeando as cores conforme sua criatividade: “rosa flor, branco meio sujo, preto noite, chocolate, morango dentre outros. 

Confeccionando o tom de tinta da própria pele.
Tons de pele construídos pela turma.
     Primeiramente, cada criança recebeu sua foto impressa em folha A4 e tratada de forma a ficar com mais brilho e com algumas partes apagadas como boca, orelhas, cabelos, etc. Então, fizeram observações de seus rostos no espelho, percebendo detalhes, características próprias como manchinhas da catapora, sardas, sinais, entre outros e realizaram interferências compondo os elementos faltantes. 







   Além disso, através do livro: ABC dos povos indígenas do Brasil de Marina Kahn vimos a questão levantada pela artista sobre a pintura dos povos indígenas.

ABC dos povos índígenas no Brasil

    Para encerrar essa proposta, cada criança recebeu novamente a impressão da sua foto e a pintou com os tons de tinta de acordo com a sua pele, confeccionados anteriormente.  
   Concluímos as atividades na certeza de que as crianças aprenderam de maneira prazerosa, levando para sempre o respeito aos vários tons de pele e a miscigenação do povo Brasileiro.






















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